Verdades dolorosas
Verdades dolorosas: Mentira
Mentira é um distúrbio da comunicação que visa à não-comunicação, envolvendo falsificações. Identifique sua(s) mentira(s) Mentira comum: Parte de uma hipocrisia social inevitável, sendo inócua. Mentira piedosa. Para evitar vergonha. Fugir de...
Mentira
Mentira é um distúrbio da comunicação que visa à não-comunicação, envolvendo falsificações.
Identifique sua(s) mentira(s)
Mentira comum: Parte de uma hipocrisia social inevitável, sendo inócua.
Mentira piedosa.
Para evitar vergonha.
Fugir de um perseguidor.
À serviço de um falso self: Pode ser exemplificado pelo discurso mentiroso de um político demagogo, mas também serve para proteger o verdadeiro self.
Mentira psicopática: Visa ludibriar, caracterizada pelo uso da má-fé.
Mentira maníaca: Origina-se no passado, quando a criança gozava com o triunfo sobre os pais, exercendo controle onipotente sobre eles.
Forma de perversão: Mistura do real com o imaginário, o sujeito cria histórias, vive parcialmente nelas e tenta impô-las aos outros.
Mentira do impostor: O sujeito cria uma situação falsa e a vive como verdadeira, conseguindo, às vezes, enganar todos.
Forma de comunicação: O paciente cria sua própria realidade psíquica, exibindo seus traumas e fantasias inconscientes.
Evitação de verdades penosas: Corresponde ao que Bion denomina como (- k).
Encoberta por conluio: Geralmente inconsciente, com outros.
Decorrente de cultura familiar: Em certas famílias, a mentira é um valor idealizado e corriqueiro, e a criança se identifica com os pais mentirosos.
Ligada à ambiguidade: O sujeito nunca se compromete com as verdades, emite mensagens contraditórias, deixando os outros em estado de confusão.
Ligada ao sentimento de inveja: Pode ser autodepreciativa, para evitar a inveja dos outros, ou autolaudatória, para provocar inveja nos demais.
Para pôr vida no vazio: Uma imagem de Bollas (1922).
Finalidade estruturante: Algo se revela pelo negativo; para encontrar sua verdade, o paciente precisa mentir. Mário Quintana disse: A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.
Na prática analítica: O analista deve estar atento às mentiras que o paciente conta a si mesmo. Isso é relevante quando há um excesso de autoenganos, lembrando que, segundo Bion, todos têm uma parte mentirosa.
David E. Zimerman