Pular para o conteúdo
Culfilmes / Lawrence da Arábia (Netflix)

Lawrence da Arábia (Netflix)

Lawrence da Arábia: linguagem oniroide

A linguagem se processa por meio de imagens visuais, as vezes podendo ser verbalizadas e outras vezes não, podendo até mesmo adquirir uma dimensão mística. Como devaneios, fenômenos alucinatorios e sonhos. A...

19 de janeiro de 2026 2 min de leitura
Capa da análise Lawrence da Arábia, sobre linguagem oniroide

linguagem oniroide

A linguagem se processa por meio de imagens visuais, as vezes podendo ser verbalizadas e outras vezes não, podendo até mesmo adquirir uma dimensão mística. Como devaneios, fenômenos alucinatorios e sonhos.
A alucinação é uma percepção sensorial(ver, ouvir, sentir) de algo que não existe, como vozes imaginárias, enquanto delírio é uma crença ou pensamento falso e fixo sobre a realidade, com certeza absoluta, como acreditar que está sendo perseguido, mesmo sem evidências. A principal diferença é que a alucinação envolve os sentidos(percepção) e o delírio envolve o pensamento ( juízo de realidade)
Ambos são sintomas de psicose e podem ocorrer juntos, mas afetam áreas diferentes da experiência mental, levando a desorganização do comportamento e sofrimento.

Acting como manifestação da parte psicotica da personalidade. Determinados pacientes não conseguiram, durante o seu desenvolvimento emocional primitivo, encontrar um adequado continente que os auxiliasse a suportar as frustrações provindas de dentro e de fora, e, por isso, desenvolveram um ódio contra a necessidade de dependência de outra pessoa, substituindo essa angústia por uma série de mecanismos primitivos, dentre os quais, cabe destacar a hipertrofia de uma onipotencia( que se instala no lugar de pensar, já que esse paciente imagina que pode tudo): uma onisciência ( no lugar do indispensável aprendizado com as experiências, já que ele imagina saber tudo): uma prepotência (na verdade, uma pré-potência que mascara sua impotência, assim substituindo o reconhecimento de seu estado de desamparo e de fragilidade): um excessivo uso de identificação projetivas, as quais aumentam à medida que não encontram um continente acolhedor e transformador, um terror sem nome, que refere a fortes angústias desconhecidas ( pelo menos não reconhecidas pelo paciente) e que, se não forem devidamente nomeadas, serão atuadas.
David E. Zimerman