Pular para o conteúdo
Culfilmes / Invisíveis (Prime)

Invisíveis (Prime)

Invisíveis: função terapêutica

Fábio Hermann vêm nos alertar o que vem a ser esse encontro humano pelo vértice da psicanálise. Diz ele: Que não é só durante a análise que as sentenças sobre a realidade...

26 de novembro de 2024 2 min de leitura
Capa da análise Invisíveis, sobre função terapêutica

função terapêutica

Fábio Hermann vêm nos alertar o que vem a ser esse encontro humano pelo vértice da psicanálise.
Diz ele: Que não é só durante a análise que as sentenças sobre a realidade implicam a identidade, mas toda conversa que faz sentido vai informando-nos simultanemente a respeito do assunto tratado, do nosso interlocutor e de nós mesmos. Se quero falar de minha identidade, não encontro nenhum outro recurso se não me expressar sobre a realidade. Digo meu nome, falo dos meus gostos e desagrados, da forma como reajo diante de certas situações, etc.
Isso tudo é realidade, tanto que posso apresentá-la ao meu vizinho e amigo, mas nessas declarações como em qualquer outra, seja sobre o tempo, seja sobre política, estou sempre presente, sempre identificada, sempre identidade.
A função terapêutica não necessariamente é exercida em um ambiente formal de terapias, é verdade que todas as psicoterapias são exercidas dessa função, toda via a arte pode exercê-la também.
A função terapêutica é uma dimensão essencial do encontro humano em geral, da conversa simples, da vida em família. Cada encontro significativo, em que o homem seja escutado plenamente e em que o cruzamento dos olhares permita um reconhecimento recíproco, no duplo sentido de reconhecer-se e estar reconhecido pela oportunidade de fazê-lo. O encontro humano pleno re-determina é re-significa o sentido de minha história, de modo que cabe considerar sob o prisma de cada um desses encontros, que minha história se converte na história desse encontro, como se fosse uma lenta preparação para o momento.