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Garotos de bem (Netflix)

Garotos de bem: violência não é força, mas fraqueza

O indivíduo no grupo sofre uma modificação psíquica, perdendo parte de sua individualidade e racionalidade em favor de uma mente coletiva. Em psicologia das massas e análise do eu (1921), Freud explica...

22 de fevereiro de 2026 2 min de leitura
Capa da análise Garotos de bem, sobre violência não é força, mas fraqueza

violência não é força, mas fraqueza

O indivíduo no grupo sofre uma modificação psíquica, perdendo parte de sua individualidade e racionalidade em favor de uma mente coletiva. Em psicologia das massas e análise do eu (1921), Freud explica que, ao integrar uma massa, a pessoa diminui sua Inibição instintual, intensifica emoções e se submete à identificação com um líder, que assume o lugar do seu ideal de ego.
Perda da individualidade: o indivíduo torna-se parte de um todo e, muitas vezes, perde a consciência crítica e a responsabilidade pessoal, comportando-se de forma mais primitiva ou emocional.
Identificação e líder: O grupo é mantido unido pela identificação dos membros entre si e, principalmente, com um líder (ou ideal), que ocupa o lugar do pai da horda.
Liberação de impulsos: As repressões individuais diminuem, permitindo que impulsos inconscientes venham à tona, resultando em comportamentos impulsivos, agressivos ou apaixonados.
O eu é social: Freud argumenta que o eu é construído por relações e que o indivíduo é moldado pelo grupo ( outros indivíduos), tanto passados quanto presentes.
Narcisismo das pequenas diferenças: grupos podem se unir contra um inimigo externo ou fortalecer sua coesão rejeitando os outros que diferem minimamente deles.
Essas dinâmicas ajudam a tentar entender como indivíduos calmos podem se tornar parte de uma massa agitada e irracional, pois o superego individual é parcialmente substituído pela mentalidade do grupo.